
Já ouvi dizer por aí que o primeiro filho é de vidro e que o segundo filho é de borracha. Que o medo já não é tão grande, que as aventuras já não matam a mamã de coração e que as atividades maternais já se faz em calmaria. A mamã ouviu isso, mas não quer dizer que concorde completamente. Sabes filha? O teu irmão se aventurou mais tarde nessa nova aventura, acho que por culpa minha, confesso. A mamã ficava muito nervosa, com medo que ele caísse e quando caiu, mamãe ficou com medo e ele ganhou receio de se aventurar de novo por nós os dois. A mamã aprendeu com isso, e aprendeu a colocá-lo em prática contigo. Te deixei aventurar sozinha, a cair sem medo. Com isso não quer dizer que não tenho medo que te magoes, só aprendi que o meu maior medo, afinal não é da vossa queda, mas sim, de não estar lá na hora certa para vos levantar. E não é que está a dar frutos, filha? Já te aguentas em pé por mais tempo e já deste o teu primeiro passinho... E olha que esse teu passinho é só o início da grande caminhada que tens pela frente e tal como agora, quando caíres, eu vou estar lá para te levantar, na hora certa e da forma certa.
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