| Fotografia: Marina Laforge |
Daqui a umas semanas vamos ser quatro, quatro pessoas nesta casa, unidas por um laço que não rasga nem quebra, unidos por um amor eterno e único.
Daqui a umas semanas, eu e tu, vamos ser só uma, quando pedires por colo ou mesmo quando não pedires, não vou conseguir te resistir.
Daqui a umas semanas, vou deixar de estar constantemente no hospital para ouvir o teu coraçãozinho. Vou começar a ouvi-lo e a senti-lo assim que consiga te pegar e sempre que te admirar no meu colo ou no teu berço.
Daqui a umas semanas vou deixar de imaginar o teu rosto... Finalmente vou vê-lo e contemplá-lo assim como contemplo as estrelas. Aqueles pontos brancos no céu que a mamã mais tarde te vai explicar o que é.
Daqui a umas semanas vou deixar de ter uma melancia na barriga, vou ter a casa mais bagunçada do que o teu irmão já deixa e o quarto empilhado de mais coisas amorosas.
Vou acordar de três em três horas (coisa menos coisa), vou estar cheia, cheiinha de olheiras, a cabeça cansada e o corpo a gritar por descanso, mas não vão ser só as minhas olheiras e corpo que vão estar no rubro... O meu coração também vai estar. De amor por ti, de amor por seres minha, por seres nossa.
Daqui a umas semanas, quando voltar a ler isto, aposto que vou sentir uma grande saudade de te ter na minha barriga, a remexer e a remexer.
A dar pontapés nas costelas, a fazer com que eu pare de escrever em cada cinco/sete minutos para ir a correr à casa de banho e a pedir que nem por cinco minutos pares só por um pouco para ires descansar (e deixar a mamã fazer o mesmo).
Vai dar saudades, está mais que visto. Principalmente quando te sinto a brincar com o papá... Quando digo que ainda não paraste de te mexer e o papá coloca logo a mão para te sentir e tu ficas quieta até deixares de sentir o calor do papá. E logo logo, voltas ao mesmo... Safada da mamã.
Tão pequenina e já tão brincalhona. E tens a quem sair, aqui o teu irmão é igual e está inquieto para brincar contigo.
Não vejo a hora de ver a vossa cumplicidade... Mas até lá, deixa-me aproveitar enquanto ainda és só minha, que logo logo vais passar a ser só nossa.
Beijinhos desta tua mãe que já morre de amor por ti e continua a viver...
Daqui a umas semanas, quando voltar a ler isto, aposto que vou sentir uma grande saudade de te ter na minha barriga, a remexer e a remexer.
A dar pontapés nas costelas, a fazer com que eu pare de escrever em cada cinco/sete minutos para ir a correr à casa de banho e a pedir que nem por cinco minutos pares só por um pouco para ires descansar (e deixar a mamã fazer o mesmo).
Vai dar saudades, está mais que visto. Principalmente quando te sinto a brincar com o papá... Quando digo que ainda não paraste de te mexer e o papá coloca logo a mão para te sentir e tu ficas quieta até deixares de sentir o calor do papá. E logo logo, voltas ao mesmo... Safada da mamã.
Tão pequenina e já tão brincalhona. E tens a quem sair, aqui o teu irmão é igual e está inquieto para brincar contigo.
Não vejo a hora de ver a vossa cumplicidade... Mas até lá, deixa-me aproveitar enquanto ainda és só minha, que logo logo vais passar a ser só nossa.
| Fotografia: Marina Laforge |
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